O que fazer quando fica um buraco vermelho visível após a casca cair do tratamento a laser para remoção de pintas?
Após a remoção de uma pinta por meio de laser, é comum observar, na fase de cicatrização, uma área avermelhada e ligeiramente depressa — o que muitos pacientes descrevem como um “buraco vermelho”. Ess
Após a remoção de uma pinta por meio de laser, é comum observar, na fase de cicatrização, uma área avermelhada e ligeiramente depressa — o que muitos pacientes descrevem como um “buraco vermelho”. Esse achado não representa necessariamente uma complicação, mas sim uma etapa fisiológica normal do processo de reparação tecidual.
O vermelhidão ocorre devido à inflamação local e à neoangiogênese — ou seja, à formação de novos vasos sanguíneos que nutrem o tecido em regeneração. A depressão, por sua vez, reflete a perda temporária de colágeno e elastina na derme superficial, especialmente quando o tratamento atingiu camadas mais profundas da pele. Em geral, essa aparência melhora progressivamente nas semanas seguintes, com a maturação da cicatriz e a reorganização da matriz extracelular.
É fundamental evitar manipulações locais, exposição solar sem proteção adequada (fator 50+ e reaplicação a cada duas horas) e uso de cosméticos irritantes até que a epiderme esteja completamente reepitelizada. Em casos selecionados — como quando a vermelhidão persiste por mais de 8 a 12 semanas, há aumento de volume, dor espontânea ou sinais de infecção (exsudato purulento, calor local ou febre) — recomenda-se avaliação dermatológica especializada para afastar complicações como queloides, hipertrofia cicatricial ou infecção secundária.
A maioria dos pacientes apresenta resolução satisfatória com acompanhamento clínico conservador. Em situações de alterações residuais estéticas significativas, opções terapêuticas como laser vascular de baixa fluência, microagulhamento ou aplicações tópicas de ácido tranexâmico podem ser consideradas, sempre sob orientação médica individualizada.